Câmara mantém prisão de Daniel Silveira contra a vontade do povo brasileiro

Por Leonardo Bezerra

O dia 19 de fevereiro ficará marcado e abre brecha para que coisas piores aconteçam agora que a barreira da imunidade parlamentar foi quebrada.

Por 364 votos a 130, deputados apoiam o relatório do caso que pedia a manutenção da prisão do parlamentar.

Numa votação tensa que desde o início já se sabia qual seria o resultado, por mais que se deixasse claro, que não se tratava de julgar os agravos feitos pelo deputado Daniel Silveira ao Supremo, mas sim se seria legal o parlamentar ser preso sem antes ter um julgamento pela própria Câmara, contrariando a Constituição.

De toda maneira, Arthur Lira sinalizou em seu discurso de abertura, que haverá regulação no tema da imunidade parlamentar para que nunca mais outros poderes possam interferir na Câmara.

Nos dias que antecederam, a mídia fez de tudo para inculcar no povo a grande culpa de Daniel e não a ilegalidade do processo.

Por outro lado, seria mesmo totalmente impossível do parlamentar ser solto por uma Câmara constituída por 1/3 de deputados que tem processos dos quais terão que prestar contas ao STF e além disso sendo a grande maioria dos partidos da esquerda.

De toda maneira, os resultados não representam os anseios do povo brasileiro e cada deputado que votou a favor da manutenção da prisão ficará marcado e não será esquecido pela população na próxima eleição.

Os deputados são colocados na Câmara e ganham muito bem além de todos os benefícios incluindo a imunidade parlamentar, para representar a vontade do povo e esta vontade  ficou bem clara nos dias que precederam a votação.

Todos fizeram de conta que se tratava de penalizar os desmandos do deputado e não a violação de sua imunidade e isto terá consequências bem trágicas, pois abre um precedente e joga a imunidade parlamentar no lixo.

Foi uma perda muito grande para a Câmara que já vinha sendo desacreditada nos últimos dois anos com os erros de Rodrigo Maia. De toda maneira, cabe ressaltar que Arthur Lira, novo presidente da entidade, estava de mãos atadas no caso, pois dependia exclusivamente do votos.

O Brasil só vai caminhar de verdade depois das próximas eleições quando muito dessa velharia corrupta e manhosa dos tempos da esquerda, que ainda está na Câmara, será eliminada pelo voto, e novos caminhos surgirão para o país. Até lá é aquentar esse resto de esquerda que ficou alastrada pelos três poderes da república. (Deixe seu comentário e compartilhe).