Vacina contra Covid-19 vai chegar em meio a controvérsias e medo

18/12/2020

Diante de uma grande pandemia que ceifou milhares de vidas em todo o mundo, a esperança de uma vacina era no mínimo para se acreditar que fosse algo bem vindo e esperado com ansiedade. Mas não é o que está acontecendo com a vacina, pelo menos no Brasil.

O fator determinante desse receio ou medo da vacina é simplesmente sua procedência; a China.

Os motivos que levam a essa desconfiança são muitos. O principal deles é que não foi testada pelos próprios chineses, assim, os brasileiros serão as cobaias. Outro fator, é a questão tempo. Apareceu do nada, muito rápido. De forma que gera desconfiança e deixa todos com a ideia de que se trata apenas de um grande negócio financeiro.

Por outro lado, não há nenhum brasileiro que já não tenha comprado algo de origem chinesa com a inevitável decepção. Mais assustador é o caso de governos estaduais, como os de São Paulo e Minas Gerais, que demonstram grande desespero em lançar a vacina, até com ameaças à população. Isto demonstra o grande interesse comercial que há por trás. Claro que tudo isso muito bem disfarçado por preocupação com a população.

A situação é tão grave que as pessoas já não sabem o que é pior, se ficar vulnerável ao vírus ou arriscar-se ao incerto com a vacina.

O Governador de São Paulo, inimigo declarado do presidente, aproveitou-se da situação durante todo o ano de 2020 para atacar Bolsonaro. O único que conseguiu foi deixar ainda mais irritada a população do estado. Sua ameaça de obrigar os paulistanos ao uso da vacina só veio piorar ainda mais as coisas, trazendo medo e incerteza.

Por outro lado o o governo federal faz sua parte destinando R$ 20 bi para a vacinação da população.

"Tão logo tenhamos a vacina certificada pela Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), ela estará a disposição de todos no Brasil, de forma gratuita e voluntária", afirmou Bolsonaro.

A esquerda e os inimigos de Bolsonaro, viram na vacina um meio para culpar o presidente, se algo der errado com seu uso. Mas a exemplo de outros países, como o Reino Unido, o presidente avisou que as pessoas terão que assinar um termo de responsabilidade:

"Não é obrigatória (a vacina). Vocês vão ter que assinar termo de responsabilidade para tomar. Porque a Pfizer, por exemplo, é bem clara no contrato; 'nós não nos responsabilizamos por efeitos colaterais'. Tem gente que quer tomar, então toma. A responsabilidade é tua. Se der algum problema ai... Espero que não dê", disse o presidente.

Isso derruba o sonho da esquerda em jogar a responsabilidade por essa vacina tão controversa no presidente. Cabe ao brasileiro decidir-se, o que não será nada fácil. Aqui as pessoas ficam diante do ditado popular; "Ser correr o bicho pega e se ficar o bicho come". (Leonardo Bezerra)